Em Salvador, alguns locais de votação não conseguiram cumprir a extensão do horário porque já haviam encerrado os trabalhos quando receberam a informação da decisão.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que a votação fosse até 19h, em vez de 17h. A reportagem publicada em 25 de outubro de 2026 relata que a comunicação chegou tarde a alguns locais.
Na mesma data, a circulação de ônibus na capital baiana também foi alvo de denúncias e apurações. Segundo informações reunidas na reportagem, órgãos estaduais e de fiscalização levantaram dados sobre veículos retidos em garagens.

A Justiça Eleitoral determinou medidas relacionadas à frota, enquanto a prefeitura afirmou que a situação estava sendo normalizada e atribuiu a retenção de veículos à presença de propaganda eleitoral em alguns deles. O relato também registra a posição do sindicato dos trabalhadores do transporte sobre a responsabilidade pela retenção.
Decisão para estender a votação encontrou locais já fechados
O relato sobre o horário de votação em Salvador aponta que a extensão não foi aplicada de maneira uniforme: em alguns locais, os trabalhos já tinham sido encerrados antes que a informação chegasse. A reportagem não identifica quais unidades foram afetadas nem informa quantas eram.
O fator mencionado para a impossibilidade de cumprir a determinação foi o momento em que o aviso chegou, e não uma decisão local de manter o horário anterior. Por isso, a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin não pôde ser executada em todos os pontos de votação citados.
O relato diferencia a determinação judicial de sua aplicação prática nos locais que já haviam fechado. Não são apresentados detalhes sobre o horário em que cada unidade recebeu a comunicação ou sobre providências posteriores para esses eleitores.
Ônibus retidos nas garagens motivaram medidas e apurações
O secretário da Justiça da Bahia, Felipe Freitas, informou que 370 veículos poderiam estar circulando na capital, mas permaneciam nas garagens. O Ministério Público da Bahia identificou 97 ônibus parados em uma garagem e 120 em outra empresa; já o Procon estadual contabilizou 544 veículos retidos.
A Defensoria Pública do Estado registrou mais de 2,5 mil denúncias por insuficiência da frota. Por causa da retenção, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Kertzman, decretou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que deveria se apresentar às autoridades em 26 de outubro de 2026.
Segundo a prefeitura, Souza estava em Paris, na França, em agenda oficial. A Justiça Eleitoral também fixou multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento das medidas sobre a frota, e a Polícia Civil da Bahia foi acionada para realizar diligências em empresas de ônibus e apurar possíveis irregularidades.
O governador Jerônimo Rodrigues repudiou a retenção e disse ter recebido denúncias semelhantes em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, e em Santo Amaro, no Recôncavo baiano. O relato também informa que o presidente Lula pediu a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e citou Feira de Santana entre os municípios com problemas relacionados à frota, além de cidades de outros estados.


