A cesta básica de Salvador ficou mais cara em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O aumento foi registrado em comparação com setembro.
A pesquisa da SEI reuniu 3.366 cotações de preços em 87 estabelecimentos comerciais da capital baiana. O cálculo considera 25 produtos que compõem a cesta.
Os dados se referem a Salvador e ao mês de outubro de 2026. O levantamento também estima o tempo de trabalho necessário para um trabalhador soteropolitano adquirir os itens.

As variações entre alimentos tiveram efeitos distintos sobre o custo total. A análise da SEI aborda os fatores associados às altas e quedas, além da participação de grupos de produtos na cesta.
Variação dos preços e fatores que influenciaram a cesta básica
Em outubro de 2026, a cesta básica de Salvador custou R$ 618,42, alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a aproximadamente R$ 9,92. Segundo a SEI, 13 dos 25 produtos pesquisados tiveram aumento de preço.
As maiores altas foram as do tomate, com 25,76%, do macarrão, com 25,11%, e da cebola, com 20,95%. Também subiram o arroz (7,08%), a linguiça calabresa (6,86%), a carne de segunda (5,87%), a carne de primeira (5,64%) e o queijo prato (5,30%).
Frango (2,82%), açúcar cristal (2,08%), óleo de soja (2,08%), pão francês (0,84%) e queijo muçarela (0,09%) completaram a lista de aumentos. Entre os 12 itens que ficaram mais baratos, as quedas mais acentuadas foram as do flocão de milho (-23,08%) e da batata inglesa (-14,85%).
Também registraram redução banana-prata (-11,25%), café moído (-5,57%), maçã (-5,00%), cenoura (-4,93%), farinha de mandioca (-3,53%), leite (-2,74%), feijão (-1,94%), carne de sertão (-1,86%), manteiga (-0,55%) e ovos de galinha (-0,14%). O economista da SEI Denilson Lima relacionou a alta geral às condições climáticas nas regiões produtoras, às oscilações de oferta e demanda e, no caso do tomate, à oferta limitada: chuvas e temperaturas mais baixas retardaram a maturação dos frutos, enquanto o flocão recuou com a desvalorização do milho em grão, cuja oferta interna superou a demanda em meados de outubro.
Participação dos alimentos e impacto no orçamento do trabalhador
O grupo de ingredientes associados ao almoço soteropolitano — feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola — teve aumento de 7,0% em outubro. Esses produtos corresponderam a 39,88% do valor total da cesta básica de Salvador no mês.
Já o conjunto ligado à refeição matinal, formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%. Segundo a SEI, esse subgrupo representou 34,61% do custo da cesta em outubro.
Para adquirir a cesta, um trabalhador soteropolitano precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho. Esse período equivaleu a 41,24% do salário mínimo líquido de R$ 1.499,43, calculado após o desconto de 7,50% referente à contribuição para a Previdência Social.


