Apresentações em Seis Cidades
A primeira fase do projeto da Pesquisa Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade se dá através de um calendário de apresentações que ocorrerão em seis cidades brasileiras. Este formato visa disseminar o conhecimento obtido através da pesquisa e fomentar a conscientização sobre a importância da economia do patrimônio cultural. Iniciando em Salvador (BA), a parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Observatório da Economia Criativa da Bahia (Obec Bahia) marca a inauguração deste projeto que irá atravessar as cidades de Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belém (PA), São Cristóvão (SE) e Cachoeira (BA). Cada cidade foi escolhida devido à riqueza de seu patrimônio cultural e à relevância econômica que ele pode gerar.
As datas das apresentações são as seguintes:
- Salvador (BA): 1 e 2 de dezembro
- Fortaleza (CE): 4 de dezembro
- São Luís (MA): 9 e 10 de dezembro
- Belém (PA): 11 e 13 de dezembro
- São Cristóvão (SE): 16 e 17 de dezembro
- Cachoeira (BA): 19 e 20 de dezembro
Esses eventos buscam engajar a população local, permitindo que ela se aproprie das informações e participe ativamente das discussões sobre a economia do patrimônio cultural.

Resultados Preliminares da Pesquisa
Os resultados preliminares da pesquisa são um dos pontos altos das apresentações. Com base em um levantamento abrangente, a pesquisa entrevistou 182 pessoas em estados significativos como Bahia, Pará, Sergipe e Maranhão. Essa coleta de dados teve como principal objetivo mapear as práticas econômicas ligadas ao patrimônio cultural e analisar como elas podem contribuir para a sustentabilidade desses bens culturais. O foco inicial foi em 12 bens culturais, que variam de centros históricos a expressões imateriais, como o Frevo e a Roda de Capoeira.
Os resultados preliminares não só oferecem um panorama da cultura local, mas também destacam a importância da interação entre patrimônio e desenvolvimento econômico. A pesquisa revelou insights sobre como os patrimoniais podem gerar renda, criar empregos, atrair turistas e, consequentemente, estimular a economia das regiões envolvidas. A devolutiva e apresentação desses resultados ocorrerão nas oficinas formativas que acompanham as palestras, garantindo que os detentores de patrimônios culturais tenham o conhecimento necessário para entender seu valor econômico.
Oficinas sobre Economia do Patrimônio
As oficinas que acompanham as apresentações são um dos principais atrativos da iniciativa. Elas foram especificamente elaboradas para abordar temas como cadeias produtivas e sustentabilidade no contexto do patrimônio cultural. Estas oficinas são uma oportunidade única para que agentes culturais, mestres, detentores e demais interessados possam aprofundar seus conhecimentos e desenvolver habilidades práticas que podem ser aplicadas em suas comunidades. Durante essas sessões, os participantes terão acesso a conteúdos que unem teoria e prática, possibilitando a implementação de ações que visem a valorização e a sustentabilidade do patrimônio cultural.
Um dos maiores objetivos é proporcionar aos indivíduos e grupos uma compreensão mais profunda sobre as potencialidades do patrimônio cultural como motor econômico. Ao final das oficinas, espera-se que os participantes possam identificar maneiras concretas de integrar o patrimônio cultural às suas atividades econômicas, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural e a geração de renda.
Importância da Sustentabilidade Cultural
A sustentabilidade cultural é um tema cada vez mais em pauta nas discussões contemporâneas sobre economia e patrimônio. O Iphan, por meio desta pesquisa, busca não apenas transformar a forma como o patrimônio cultural é visto, mas também como ele é valorizado economicamente. Sustentar o patrimônio não se refere apenas à sua conservação física, mas inclui a salvaguarda das tradições, saberes e práticas que o envolvem.
Ao priorizar a economia do patrimônio, a pesquisa pretende mostrar que o cuidado com bens culturais pode gerar resultados positivos para a sociedade e para a economia local. Isso implica um compromisso em longo prazo, onde a conservação e o investimento em práticas culturais se tornam pilares para o desenvolvimento local. Por meio da economia do patrimônio, comunidades podem resgatar e valorizar suas histórias, promovendo um legado que transcende gerações.
Cidades Envolvidas na Pesquisa
A escolha das cidades para a realização da pesquisa se deu pela diversidade cultural e a riqueza do patrimônio que elas possuem. Cada uma delas possui características únicas que demonstram a pluralidade cultural do Brasil, destacando-se como centros de tradições resistentes e economicamente relevantes. cidades como Salvador e São Luís possuem centros históricos que são Patrimônio Mundial, enquanto Fortaleza e Belém têm festas e manifestações culturais reconhecidas por sua importância social e histórica.
Além disso, São Cristóvão e Cachoeira são conhecidas por suas iniciativas de valorização cultural e histórico, sendo assim fundamentais para o entendimento da relação entre patrimônio e economia. O engajamento da população nos eventos promovidos nestas cidades é essencial para a continuidade dos trabalhos e para a formação de uma rede colaborativa que pense o patrimônio como uma estratégia de desenvolvimento local efetivo.
Data e Local das Apresentações
As apresentações ocorrerão em locais estratégicos, escolhidos para facilitar o acesso do público e estimular a participação da comunidade. Em Salvador, por exemplo, as atividades acontecerão na Associação Bahiana de Imprensa, um local com histórico de promoção cultural e comunicação. O objetivo é que todos os interessados, independentemente de sua formação, possam usufruir do conhecimento compartilhado.
A seguir, apresentamos os locais e horários das atividades na primeira cidade:
- Salvador (BA):
- Data: 1 e 2 de dezembro
- Local: Associação Bahiana de Imprensa – Auditório Samuel Celestino
- Horário: 19h (apresentação) e 18h (oficina)
Essa programação é um convite aos cidadãos para que se engajem nas causas do patrimônio e na promoção de uma cultura sustentável.
Equipes Envolvidas no Estudo
A pesquisa conta com uma equipe multidisciplinar composta por membros do Iphan e do Obec Bahia, que trazem diversas experiências e visões sobre patrimônio e economia cultural. Essa diversidade de formação e background é essencial para abordar a complexidade dos temas relacionados ao patrimônio cultural e sua relação com a sustentabilidade econômica.
A coordenação é realizada por Clara Marques, que tem vasta experiência em projetos de fomento e economia do patrimônio. A equipe de 12 integrantes é responsável por conduzir as entrevistas, compilar dados e organizar as apresentações e oficinas, e seu trabalho é fundamental para o sucesso do projeto.
Lançamento de Publicação Gratuita
Como parte da pesquisa, está programado o lançamento da publicação “Economia do Patrimônio Cultural: guia introdutório”, que será distribuído gratuitamente durante as apresentações. Essa publicação é um dos principais produtos da pesquisa, reunindo informações sobre a relevância da economia relacionada ao patrimônio. O guia foi elaborado a partir dos dados coletados e visa oferecer uma base teórica e prática para aqueles que desejam compreender melhor esta inter-relação.
O material será disponibilizado em formato digital, permitindo fácil acesso e difusão do conhecimento. A identificação de práticas e estratégias que podem ser replicadas em diferentes contextos é uma das missões do guia, fornecendo subsídios valiosos para a construção de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades locais.
Metodologia da Pesquisa
A metodologia da pesquisa é baseada em uma abordagem qualitativa e quantitativa, com a realização de entrevistas e grupos focais que possibilitaram uma escuta ativa da população e dos agentes culturais envolvidos. Esse enfoque contribui para que os dados coletados sejam representativos e refletem genuinamente as realidades locais.
A pesquisa foi realizada entre abril e outubro de 2025, garantindo um tempo considerado para um bom aprofundamento nos temas tratados. Através do contato direto com os participantes, foi possível mapear não só as práticas relacionadas à cultura e à economia, mas também identificar as perspectivas e os desafios enfrentados por eles.
O olhar atento à cultura local e às suas especificidades torna essa pesquisa uma oportunidade de inovar na forma como o patrimônio cultural é integrado ao desenvolvimento regional. Os resultados obtidos buscam fornecer notícias valiosas para futuras intervenções e investimentos nas áreas culturais e patrimoniais.
Impactos Esperados na Comunidade
Os impactos da pesquisa na comunidade podem ser significativos, não apenas em relação ao fortalecimento da economia local, mas também no empoderamento social. Ao possibilitar que as comunidades reconheçam o valor de seus patrimônios e suas potencialidades econômicas, o projeto cria uma rede de apoio que fomenta a autossuficiência e a autonomia.
Uma das expectativas é que as oficinas promovam o engajamento da população nas questões culturais e sociais de sua localidade, levando ao fortalecimento das identidades culturais e à valorização dos saberes tradicionais. Assim, os eventos não são apenas informativos, mas também transformacionais, impactando diretamente a qualidade de vida da população.
Com a formação de grupos de trabalho e a interação entre diferentes agentes do patrimônio, a iniciativa também pode gerar novas oportunidades de emprego e empreendimentos sustentáveis. Se a economia do patrimônio for corretamente estimulada, é possível vislumbrar um futuro no qual o patrimônio cultural não seja apenas uma herança do passado, mas um motor de crescimento e desenvolvimento para o presente e o futuro.


