Museu de Arte da Bahia recebe exposição “Flores Que Curam” em Salvador

Abertura da Exposição: Um Ritual de Cura

O Museu de Arte da Bahia, localizado em Salvador, está dando espaço à exposição intitulada “Flores Que Curam”, que tem como foco a exploracão de práticas espirituais, memórias e tradições dos povos de terreiro. A mostra ocorre em um contexto significativo, destacando a importância do Sabejé, um ritual de cura associado ao orixá Omolu.

Com a entrada gratuita, o evento inicia-se às 18 horas e estará disponível ao público até 12 de setembro. A exposição traz à luz registros da carreata “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”, que surgiu em resposta à pandemia de Covid-19 e ainda hoje é realizada, reunindo diversas comunidades de terreiros.

O Significado do Deburu em Culturas Afro-brasileiras

Um dos aspectos centrais da exposição é o deburu, também conhecido como pipoca, que desempenha um papel significativo nos rituais dedicados ao orixá Omolu. O deburu é considerado uma representação da purificação, servindo como um símbolo de alívio das dores e promotor de caminhos mais leves na jornada espiritual.

Flores Que Curam

O curador da exposição, Antônio Marcos de Oliveira Passos, ressalta que o deburu é a “flor” que Omolu oferece, incorporando a espiritualidade das tradições afro-brasileiras. Sua inclusão no ambiente museal é uma forma de validar a rica herança cultural e os saberes ancestrais relacionados à saúde e cuidado mental.

Saúde e Esperança: O Legado do Ritual Omolu

O ritual Omolu, que integra diversas práticas comunitárias de cura, reafirma a conexão entre saúde física e espiritualidade. Esta exposição não apenas apresenta a estética desses rituais, mas também provoca reflexões acerca da saúde e esperança que ressoam entre as comunidades tradicionais. A carreata que documenta a esperança e a resiliência dos povos de terreiro serve como um importante lembrete da força coletiva durante momentos de adversidade.

O Papel do Museu na Preservação Cultural

Os museus desempenham um papel crucial na preservação e valorização das culturas. No caso do Museu de Arte da Bahia, a exposição “Flores Que Curam” não só promove um espaço de aprendizado, mas também celebra a diversidade e a riqueza das religiões de matriz africana, gerando uma maior conscientização e respeito pelas práticas culturais em um cenário contemporâneo.



Artistas e Fotógrafos Envolvidos na Mostra

A coordenação da exposição está a cargo de Júnior Aficodé, enquanto a curadoria é de Antônio Marcos Passos, que é um reconhecido defensor da cultura afro-brasileira. Os registros fotográficos são de artistas notáveis, como Robson Maciel, Lucas Obá Izo e Cristian Dessa, cujas obras trazem um olhar sensível sobre a espiritualidade e vivências nas casas de Candomblé.

Como Chegar ao Museu de Arte da Bahia

O Museu de Arte da Bahia encontra-se situado num ponto estratégico da cidade de Salvador. Para quem se desloca de transporte público, ônibus e metrôs possuem rotas que conduzem até a região. Além disso, o acesso por meio de veículos particulares é facilitado pela existência de estacionamentos nas proximidades.

Programação e Horários da Exposição

A programação da exposição está dividida em diversas atividades, todas voltadas para a interação com o público e a promoção do conhecimento sobre as tradições afro-brasileiras. As visitas guiadas, workshops e palestras estão agendadas para melhorar a experiência do visitante, com horários específicos que serão anunciados ao longo da exposição.

Entrevista com o Curador Antônio Marcos Passos

Antônio Marcos Passos compartilha em uma entrevista suas visões sobre a importância de exposições como “Flores Que Curam”. Para ele, essa mostra é um chamado para reavaliar a relação entre cura, saúde e espiritualidade, e como essas esferas se entrelaçam na narrativa cultural afro-brasileira.

Impacto da Exposição nas Comunidades Tradicionais

A exposição tem um profundo impacto nas comunidades de terreiros, proporcionando um espaço para o diálogo e a afirmação da identidade cultural. Ao incluir vivências e registros de rituais, a proposta visa fortalecer a memória coletiva e inspirar novas gerações a continuarem essas tradições ricas e significativas.

Convidados Especiais e Eventos Relacionados

Durante a estadia da exposição, convidados especiais, como líderes religiosos e representantes de terreiros, participarão de mesas redondas e debates que abordam temas relevantes à cultura afro-brasileira. Esses eventos têm como objetivo estreitar laços entre as diferentes comunidades e promover o respeito mútuo e a aprendizagem compartilhada.



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